Uma das principais preferências de determinados compradores em relação aos produtos de couro deve-se a sua aparência. O tingimento do couro garante uma série de cores e texturas que combinam com diferentes ambientes e estilos. A tintura de tecidos é comum há milhares de anos, sendo que a variedade de corantes aumenta a cada dia.

Atualmente, o processo de tingimento divide-se em muitas etapas que são definidas a partir da natureza do tecido (no caso, couro), suas características estruturais, classificação, etc. Durante esse processo, três etapas destacam-se como as mais importantes: a montagem, a fixação (feita através de reações químicas, da insolubilização dos corantes ou de derivados gerados) e o tratamento final. Todo o processo de tintura é finalizado com uma etapa de lavagem (banhos correntes), que garante a retirada do excesso de corante não fixado ao couro.
Os principais corantes utilizados no tingimento do couro são conhecidos como diretos e/ou ácidos. Ambos são solúveis em água, e possuem características elétricas que propiciam a absorção dos corantes pelo couro a nível molecular.
O principal efeito do tingimento de tecidos, como o couro, a partir de corantes deve-se ao banho realizado para lavar a maior parte da tinta em excesso do tecido, já que o produto dessa lavagem é escorrido para fontes de água natural, representando o lançamento de cerca de 1,20 tonelada de efluentes não tratados por dia. Esse ataque ao meio-ambiente não afeta apenas os ecossistemas aquáticos locais, como também causa a contaminação das demais populações que dependem da água infectada, a partir do ataque a reservatórios e estações de tratamento de água. A busca por novas alternativas que visam a uma menor poluição também não estão dando resultados satisfatórios, já que quando são encontradas substâncias mais solúveis em águas, estas são ainda mais ácidas, sendo tão ou até mais prejudiciais que as anteriores.
A ETAD (Ecological and Toxicological Association of the Dyestuff Manufacturing Industry) é uma associação internacional, criada em 1974, com o objetivo de minimizar os possíveis danos ao meio-ambiente e ao homem, realizando grandes projetos de fiscalização da fabricação mundial de corantes sintéticos. A proposta desta entidade é baseada na divulgação de artigos periódicos que identificam os principais riscos causados por corantes específicos e/ou seus intermediários. Entretanto, apesar dos contínuos esforços de instituições como a ETAD, o grande número de normas e regulamentações para o controle de rejeitos dos corantes criaram um grande impacto na indústria internacional, além de confundir ainda mais os consumidores. O excesso de pesquisas e informações não garante uma ampla vara de informações sobre os impactos dos rejeitos liberados, tanto a qualidade da água, quanto em ecossistemas aquáticos, deixando os consumidores e produtores ainda mais confusos sobre os melhores métodos e produtos.
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